Mosaico

É curioso como não sei dizer quem sou. Sou uma peça em fuga feita de amor e de sombra e debaixo de minha pele está tudo iluminado, como numa república de sonhos, ou numa curva do rio, ou quem sabe até numa estação branca e seca.A luz brilha e o ano da lebre está próximo e faz com que eu saiba por que o pássaro canta na gaiola e me diga: olha, o Harlem é escuro e ei, não mate a cotovia.E aquele imenso adeus, com direito a mensageiros e planícies em chamas faz alguém chegar e declarar: irei cuspir-vos nos túmulos, como num exercício de estilo do senhor presidente em que as velas ardem até ao fim e jogamos as contas de vidro como numa novela de xadrez. As ondas, o voo nocturno e o amante de Lady Chatterley me lembram a casa de Felicidades e a máquina do tempo Quo Vadis? será que ela viaja ao Centro da Terra? Love in excess nos transforma em asnos de ouro e as mil e uma noites, e a Cidade e os Cães nos lembram dos cus de Judas. Os mares do Sul, depois disso tudo, já não são mais neuromantes nem se parecem com jazz mas sim, com uma geração da utopia, que sou eu.

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