desencargo de consciência

Hoje, dirigindo, vi um cara do meu lado, numa motinha bem velha, caindo aos pedaços soltando uma fumaça.

Na hora pensei: “Caramba, será que não é proibido, sair com uma tralha dessas, piorando ainda mais a situação ambiental do mundo?”

Aí, segundos depois, eu mesmo me reprimi: “Olha quem fala. A super (querendo ser) ecologicamente correta, que fala dos outros, mas não deixa de dirigir um carro à gasolina que mesmo discretamente também polui!”

É claro que nos preocupamos com o bem-estar do mundo, até porque ele diz respeito ao nosso também. Todos querem que o clima fique controlado, que as queimadas cessem e o meio ambiente siga feliz, mas quem é que vai discutir sobre isso no asfalto das ruas, a pé num sol de uma da tarde?

Infelizmente, muito pouca gente. E eu, infelizmente também, faço parte desse meio aí, andando no bem-bom do ar-condicionado.

Andadas de bicicleta, de busão e de chinelo fazem sim parte da minha rotina. Rotina, mas não diária.

Por isso, pra desencargo de consciência, estou indo caminhar.

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