aprendizados

Tenho vivido um eterno aprendizado. Tá. Sem exageros. Tenho vivido algunas meses de aprendizado diário. E aprender cansa. Achei que dava pra deixar passar, mas quando se aprende, o que é aprendido ou quem sabe até apreendido volta pra como que atormentar. Saber se você realmente deixou aquilo lá, adentrar na sua cabeça. De qualquer forma, percebi que é tarefa árdua e que não é fácil para iniciantes. E ruim, ninguém ensina o que fazer com o que se aprende.

Mas o quê que tanto aprendo? Aprendo a acordar cedo com vontade de sair de casa e levar meu irmão na escola. Aprendo a dirigir com paciência e a buzinar pra quem precisa de uma buzinada (às vezes sou eu mesma quem precisa). Aprendo que é periogoso ficar dormindo no carro esperando a aula começar (mas continuo fazendo). Isso só pra falar do que eu aprendo antes das sete da manhã. E ó, que o dia vai até onze e meia ou até meia noite.

Na aula, óbvio, é onde mais aprendo. Aprendo a rir do que sei que vou viver como jornalista e comunicóloga. Aprendo a ouvir ou só escutar os amigos e colegas. Aí, um intervalinho de quinze minutinhos, porque ninguém vive só de aprendizado.

Aula de novo, e aí eu aprendo que meu organismo não aguenta muito mais que duas horas e meia de aula direto. Paradinha pra ir pra casa, se arrumar, e aprender que se você realmente quer ganhar dinheiro ou ter uma profissão bacana, tem que olhar pra cama quentinha e acolchoada e não deitar nela. Seguir em frente.

À tarde, aprendiz de situações e pessoas novas. Eu, novata no mundo do jornalismo, no ambiente televisivo, me conduzo num ritmo lento e rápido, preguiçoso e alvoroçado, tentando captar todas as nuances de expressões, de declarações e olhares indiretos (os diretos também, é claro).

É aí que me pego como boba. Sim, boba. Porque é difícil entender os outros. Entender o que fazer. E ao entender, fazer sem estar com vontade ou não poder fazer por causa de “forças maiores” em ação.

A ação me faz continuar, mas é também ela que às vezes (ainda bem que só às vezes) me faz querer parar e voltar pra minha caminha quente com o  ar condicionado ligado nos dezoito graus.

Nessas horas, nada como um novo aprendizado pra renovar as energias e bola pra frente até o despertar (despertador, melhor dizendo) do outro dia.

 

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