De volta, em preto, branco e sem voz

Quase sete meses depois de ficar sem escrever nada no blog, resolvi arriscar um pequeno rabisco. Escrever é uma arte, requer tempo, paciência, inspiração e o mais importante: um assunto de interesse.
Nesse período todo, claro que existiram alguns momentos de “luz”. Uma vontade súbita de largar tudo para me atirar nos teclados do computador e jorrar idéias soltas nessa página.
Mas, bem, já se sabe o que houve. Sete meses passaram rápido.
Numa tentativa de não deixar mais escapar essas oportunidades, escrevo um pouco do que senti ao assistir o filme candidato ao Oscar 2012: O artista.

Simplicidade. Nas técnicas, nos gestos, nas atuações e principalmente, nas emoções. É assim o filme francês. O cartaz da obra não errou ao escrever “um amor além das palavras”. É isso mesmo. É um amor de filme. No mudo, no preto e branco, voltamos aos anos 20, quando mais de 90% das películas eram sem som e nada fez falta.
A voz escondida nas feições, na animação das cenas, na fotografia bem produzida, da trilha sonora pontual consegue nos fazer emocionar, arrepiar e sequer pestanejar.
É louvável que em uma época cheia de efeitos cinematográficos cada vez mais bem elaborados – essa em que vivemos hoje – esse filme nos leve a um tempo que não volta mais, só assim mesmo, de mentirinha, no escurinho do cinema.

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